Proposta prevê abastecimento por gás natural comprimido a partir de 2026, ampliando a transição energética no nordeste do Pará
A Companhia de Gás do Pará (Gás do Pará) realizou, ao longo da última semana, uma série de visitas técnicas a indústrias do município de Castanhal, com o objetivo de apresentar alternativas para o fornecimento de gás natural na região. As reuniões discutiram a implantação de um gasoduto virtual, solução que pode atender empresas do nordeste paraense a partir de 2026.
Durante os encontros, a companhia destacou o gás natural como uma opção mais eficiente, com menor emissão de gases de efeito estufa e custos competitivos em comparação a outras fontes energéticas. Técnicos da Gás do Pará também conheceram de perto as operações das empresas visitadas, avaliando demandas específicas, métodos de adaptação e investimentos necessários para a adoção do combustível nas rotinas produtivas.
Segundo a empresa, o gasoduto virtual permitirá o transporte de gás natural comprimido (GNC) por meio de caminhões-tanque, partindo do Sistema de Distribuição de Gás Natural localizado em Barcarena até municípios que ainda não possuem rede física de gasodutos. Ao chegar ao destino, o módulo é conectado a uma estação de descompressão, possibilitando o consumo conforme a necessidade de cada cliente.
A proposta também prevê o atendimento por meio de “bolsões”, que podem suprir simultaneamente empreendimentos próximos com demandas pequenas ou médias, ampliando o alcance do fornecimento. A expectativa é que os primeiros atendimentos ocorram em Castanhal, Ananindeua e Benevides.
Além do setor industrial, o projeto poderá beneficiar futuramente clientes comerciais, residenciais e postos de combustíveis, acompanhando a expansão do gás natural veicular (GNV) na Região Metropolitana de Belém.







