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ENTENDA POR QUE PACIENTES QUE CHEGAM DEPOIS PODEM SER ATENDIDOS PRIMEIRO NAS UNIDADES DE SAÚDE DE BARCARENA

ENTENDA POR QUE PACIENTES QUE CHEGAM DEPOIS PODEM SER ATENDIDOS PRIMEIRO NAS UNIDADES DE SAÚDE DE BARCARENA

Classificação de risco adotada nos atendimentos de urgência e emergência prioriza a gravidade do quadro clínico, e não a ordem de chegada dos pacientes

Chegar primeiro a uma unidade de urgência ou emergência não significa, necessariamente, ser atendido antes. Em Barcarena, assim como ocorre em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, a prioridade é definida pela gravidade apresentada pelo paciente no momento da avaliação.

O procedimento é realizado por meio do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), que permite identificar rapidamente os casos que exigem maior atenção e reduzir o risco de agravamento enquanto o paciente aguarda pelo atendimento médico.

No Complexo Hospitalar de Barcarena, a avaliação é feita por profissionais de enfermagem capacitados, que analisam sinais, sintomas e condições clínicas para estabelecer o grau de prioridade.

CORES INDICAM A PRIORIDADE

O protocolo utilizado na rede trabalha com quatro classificações. A cor vermelha identifica pacientes que precisam de atendimento imediato. A amarela é destinada aos casos urgentes, enquanto a verde corresponde às situações consideradas pouco urgentes. Já a azul é utilizada para pacientes classificados como não urgentes.

“É um dos pilares da assistência em urgência e emergência. Ela garante que os pacientes em situação mais grave recebam atendimento prioritário, independentemente da ordem de chegada”, explica o diretor assistencial do Complexo Hospitalar, Romerito Margotti.

A condição do paciente também continua sendo acompanhada durante sua permanência na unidade. Caso haja mudança no quadro clínico, uma nova avaliação pode ser realizada e o nível de prioridade alterado.

BEBÊ DE DOIS MESES CHEGOU À UPA EM ESTADO CRÍTICO

A importância da resposta rápida nos casos mais graves foi destacada pela dona de casa Almira Vilhena. Ela retornou à UPA 24h para agradecer à equipe pelo atendimento prestado ao filho Calebe, de apenas dois meses, que, segundo seu relato, chegou à unidade em estado crítico.

“Graças a Deus, ele recebeu toda a assistência necessária durante a internação. São profissionais muito dedicados, que cuidam dos pacientes com carinho e competência. Só gratidão”, relatou.

CADA UNIDADE TEM UM PERFIL DE ATENDIMENTO

Além da classificação de risco, conhecer o perfil das unidades pode ajudar a população a buscar o serviço mais adequado para cada situação.

A UPA 24h recebe pacientes por livre demanda, oferece apoio diagnóstico e realiza a regulação para leitos de retaguarda e especializados.

O Complexo Municipal de Saúde Raimundo Santana Ribeiro mantém atendimento de urgência e emergência de porta aberta 24 horas para casos de internação clínica, além de serviços diagnósticos, terapêuticos, atendimento ambulatorial especializado, reabilitação e ambulatório de feridas, estes últimos mediante agendamento.

No Hospital Wandick Gutierrez, os atendimentos de urgência e emergência funcionam 24 horas, tanto por regulação quanto por demanda espontânea. A unidade também dispõe de internação clínica, atendimento especializado de feridas e apoio diagnóstico.

Já o Hospital Afonso Rodrigues de Almeida Neves (HMARAN) funciona como unidade de porta fechada, com assistência pediátrica e realização de cirurgias eletivas. Nesse caso, os pacientes são encaminhados por meio da regulação municipal.

A orientação da rede de saúde é que, diante de uma situação de urgência ou emergência, o paciente procure o serviço adequado ao quadro apresentado. A partir da chegada à unidade, a classificação realizada pela enfermagem determina quem necessita de assistência médica com maior rapidez.