Município reúne técnicos e instituições para mapear riscos, avaliar emissões e estabelecer medidas que deverão orientar políticas públicas nas próximas décadas
Os efeitos das mudanças climáticas entraram de vez no planejamento de longo prazo de Barcarena. O município iniciou uma nova etapa de construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC), documento que deverá identificar os principais riscos para o território e estabelecer medidas de prevenção, adaptação e redução das emissões de gases de efeito estufa.
A discussão ocorre em um momento em que cidades amazônicas precisam se preparar para fenômenos climáticos cada vez mais capazes de afetar áreas como saúde, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
Nesta etapa, representantes do Programa Mutirão Brasil Cidades Amazônicas participam de uma agenda técnica com secretarias municipais e instituições parceiras. Os trabalhos, realizados entre 31 de agosto e 1º de setembro, incluem levantamento e análise de dados sobre emissões e vulnerabilidades climáticas.
DO DIAGNÓSTICO ÀS AÇÕES
A proposta é que as informações levantadas não fiquem restritas a estudos técnicos. O diagnóstico deverá servir de base para estabelecer prioridades e orientar decisões da administração municipal, inclusive pensando em cenários para Barcarena até 2050.
O prefeito Renato Ogawa afirma que antecipar esses desafios é uma forma de preparar o município para as transformações que já começam a ser percebidas.
“Planejar o futuro de Barcarena também significa entender como as mudanças climáticas podem afetar nossa cidade e pensar desde agora em como podemos nos preparar”, destacou.
Com participação de parceiros nacionais e internacionais, a construção do PLAC busca integrar diferentes setores da administração em torno de uma mesma estratégia. A expectativa é transformar o mapeamento dos riscos em ações práticas capazes de reduzir vulnerabilidades e tornar Barcarena mais preparada para eventos climáticos e seus impactos sobre a população.






