Com localização estratégica e acesso ao Porto de Vila do Conde, município é considerado para receber uma unidade de processamento de frutas regionais.
A força do açaí na economia paraense poderá ganhar um novo impulso em Barcarena. O município está entre os locais escolhidos para avaliação de projetos de industrialização de frutas regionais, com a possibilidade de instalação de uma unidade de processamento no Distrito Industrial. A iniciativa é acompanhada pelo Governo do Pará e poderá ampliar a presença do setor agroindustrial na região.
O interesse empresarial foi discutido na quinta-feira (15), durante reunião entre representantes da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) e um investidor que busca áreas para desenvolver empreendimentos industriais no estado.
Em Barcarena, a proposta envolve a aquisição de um terreno de aproximadamente 10 mil metros quadrados. A escolha do município está diretamente relacionada à sua posição logística, especialmente à proximidade com o Porto de Vila do Conde, que oferece acesso a importantes rotas de transporte e escoamento da produção.
Além da localização, o investidor analisa as condições de acesso rodoviário e a disponibilidade de energia elétrica, fatores considerados essenciais para o funcionamento da futura unidade.
Da produção regional à indústria
A possibilidade de transformar frutas produzidas no Pará em produtos industrializados dentro do próprio estado representa uma oportunidade de agregar valor à produção regional e estimular novas atividades econômicas.
Durante as tratativas, a Codec apresentou opções de terrenos no Distrito Industrial de Barcarena, além de informações sobre preços, formas de pagamento e exigências documentais para aquisição das áreas. O empresário também recebeu orientações sobre a possibilidade de utilizar o imóvel em operações de financiamento, sujeita à análise e autorização da Companhia.
A avaliação das alternativas será realizada a partir dos dados técnicos encaminhados ao investidor.
Expansão também alcança o Marajó
O planejamento empresarial inclui outro empreendimento em Breves, no Arquipélago do Marajó, onde está sendo avaliada uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados.
Diferentemente da operação prevista para Barcarena, o projeto de Breves já contempla o aproveitamento de resíduos do açaí, especialmente do caroço, para o desenvolvimento de novos materiais. A disponibilidade de energia elétrica é um dos principais fatores analisados para definir a localização da unidade.
O diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues, destacou a importância de incentivar a transformação das matérias-primas regionais em produtos de maior valor agregado.
“Queremos que o processamento das nossas matérias-primas gere oportunidades aqui no Pará. A Codec acompanha o investidor para identificar áreas adequadas e ajudar a viabilizar a instalação dos empreendimentos”, afirmou.
As negociações também contam com a participação do diretor de Atração de Investimentos, Manoel Ibiapina, e da gerente de Atendimento a Novos Negócios, Sabrina Sena.
A instalação das unidades ainda depende da definição dos terrenos e de avaliações técnicas e comerciais. Não foram divulgados valores de investimento ou prazos para implantação.
Para Barcarena, o interesse reforça a importância da infraestrutura industrial e portuária do município como diferencial na atração de empreendimentos voltados ao aproveitamento e à industrialização de produtos da economia paraense.

