Segunda fase da Operação Karma cumpre mandados em três municípios e reforça combate a facção criminosa na região do Baixo Tocantins
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a segunda etapa da Operação Karma, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um caso de cárcere privado registrado em outubro de 2025, no distrito de Vila dos Cabanos, em Barcarena.
A ação ocorreu de forma simultânea nos municípios de Belém, Ananindeua e em Vila dos Cabanos, onde foram cumpridos dez mandados judiciais, entre prisões preventivas e buscas domiciliares.
De acordo com as investigações, o grupo é apontado como integrante de uma facção criminosa envolvida em um crime ocorrido no dia 16 de outubro de 2025, quando um empresário de nacionalidade indiana teve a residência invadida. Na ocasião, as vítimas foram mantidas sob restrição de liberdade e houve agressões físicas, resultando em lesões graves.
Prisões e apreensões
Nesta nova fase, três homens e uma mulher foram presos por força de mandado judicial. Durante o cumprimento das buscas, a mulher também foi autuada em flagrante após a apreensão de aproximadamente 30 porções de entorpecentes e uma balança de precisão.
Outra prisão em flagrante por tráfico de drogas foi registrada durante a operação, envolvendo o irmão de um dos investigados, após a localização de diversos papelotes de substâncias ilícitas.
A primeira fase da Operação Karma já havia resultado na prisão de um suspeito por receptação, o que possibilitou a recuperação de parte dos bens subtraídos durante o crime.
Estrutura da operação
Ao todo, 38 policiais civis participaram da ofensiva, distribuídos em dez equipes, com apoio de diversas unidades especializadas da corporação na região do Baixo Tocantins. A coordenação ficou sob responsabilidade da Superintendência Regional da 4ª RISP.
Os detidos foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181) ou via WhatsApp pelo número (91) 98115-9181. O sigilo é garantido.







