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PETROBRAS E GOVERNO DO PARÁ ARTICULAM PLANO PARA PREPARAR MÃO DE OBRA E GARANTIR EMPREGOS NA MARGEM EQUATORIAL

PETROBRAS E GOVERNO DO PARÁ ARTICULAM PLANO PARA PREPARAR MÃO DE OBRA E GARANTIR EMPREGOS NA MARGEM EQUATORIAL

Estratégia busca antecipar qualificação de trabalhadores paraenses e ampliar participação local nos investimentos previstos para a cadeia de petróleo e gás

O Pará iniciou uma nova etapa de articulação para garantir que os futuros investimentos ligados à exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial resultem em oportunidades concretas para a população local. O Governo do Estado e a Petrobras devem realizar, na próxima semana, uma reunião técnica para discutir a criação de um plano de qualificação profissional voltado à formação antecipada de trabalhadores paraenses.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), pretende preparar profissionais para ocupar funções técnicas, operacionais, administrativas e estratégicas que poderão surgir com o desenvolvimento da nova fronteira energética na costa paraense.

Preparação antecipada para ampliar participação dos paraenses

A proposta surgiu em meio ao avanço das discussões sobre a exploração da Margem Equatorial e ganhou impulso após o avanço das autorizações relacionadas à prospecção na região. O objetivo central é evitar que o Estado repita experiências registradas em ciclos anteriores de grandes empreendimentos, quando postos mais especializados foram ocupados majoritariamente por profissionais de outras regiões do país.

Seguindo orientação da governadora Hana Ghassan, o secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, esteve em Brasília para alinhar os primeiros encaminhamentos da cooperação técnica que deverá sustentar a iniciativa.

A ideia é criar mecanismos para que a população paraense esteja qualificada antes da consolidação das operações produtivas, aumentando as chances de acesso a empregos com maior remuneração e qualificação.

Impacto econômico e geração de empregos

Além da formação profissional, o plano prevê reflexos em diferentes segmentos da economia estadual. A expectativa é de fortalecimento de cadeias ligadas à logística, transporte, indústria, comércio, serviços, hotelaria, alimentação e empreendedorismo.

Segundo projeções apresentadas dentro do Programa PETRUS, desenvolvido pela Seaster, a expectativa é gerar mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no Pará entre 2027 e 2030, além da capacitação de aproximadamente 30 mil trabalhadores.

As ações deverão alcançar municípios das regiões de integração do Caeté, Guamá, Guajará, Marajó e Tocantins, consideradas estratégicas para atender às demandas da futura cadeia produtiva de petróleo e gás.

Inclusão social e acesso às oportunidades

Outro eixo da proposta é ampliar o acesso aos programas de capacitação para públicos em situação de vulnerabilidade social. Entre os grupos priorizados estão ribeirinhos, quilombolas, povos tradicionais, pescadores artesanais, mulheres chefes de família, jovens, pessoas com deficiência e moradores de comunidades periféricas.

Para o secretário Inocêncio Gasparim, o momento representa uma oportunidade para transformar potencial econômico em benefícios diretos para a população.

Segundo ele, a intenção do governo é garantir que os paraenses ocupem posições estratégicas dentro do novo ciclo de desenvolvimento, promovendo geração de emprego, aumento de renda e inclusão social.

Cooperação entre Estado, Petrobras e instituições

O acordo em discussão deverá integrar o Programa PETRUS, política pública estadual voltada à qualificação profissional e ao fortalecimento do mercado de trabalho diante das transformações econômicas previstas para o setor energético.

A proposta também prevê articulação com prefeituras, instituições de ensino, órgãos federais, setor privado e entidades financiadoras para formar uma rede capaz de responder às futuras demandas da indústria petrolífera.

A reunião que iniciou a construção da cooperação técnica entre o Governo do Pará e a Petrobras contou com articulação do senador Beto Faro.

 

Foto: Divulgação