Imóvel histórico preservado pela empresa recebeu o público durante o Projeto Circular Campina Cidade Velha e reforçou a importância da preservação da memória e do patrimônio cultural da capital paraense.
Mais de 400 pessoas visitaram a Casa Rosada, na Cidade Velha, em Belém, neste domingo (2), durante a 62ª edição do Projeto Circular Campina Cidade Velha. Preservado pela Alubar, o casarão histórico foi aberto ao público em uma programação voltada à valorização da história, da arquitetura e da identidade cultural da capital paraense.
A iniciativa reuniu moradores, turistas, pesquisadores e admiradores do patrimônio histórico, que tiveram a oportunidade de conhecer um dos imóveis mais tradicionais da Cidade Velha. A programação contou com visita guiada, acesso à exposição de artes plásticas Nossa Natureza é Transformar e uma aula de história ministrada pelo historiador Michel Pinho.
Durante a atividade, os participantes conheceram detalhes sobre a fundação de Belém, a influência do arquiteto italiano Antônio Landi no desenvolvimento urbanístico da cidade, além das características arquitetônicas da Casa Rosada e das transformações que o imóvel passou ao longo dos anos.
Preservação aproxima a população da história
A arquiteta e urbanista Isolda Contente destacou a importância de iniciativas que incentivam a preservação do patrimônio histórico. Segundo ela, ações como a restauração da Casa Rosada ajudam a manter viva a memória da cidade e despertam na população um maior sentimento de pertencimento.
“Meu coração está partido por ver tantos prédios históricos sendo demolidos na cidade, e essa ação da Alubar de restaurar um patrimônio como a Casa Rosada é muito louvável. Precisamos estar perto: Belém tem uma história belíssima e não podemos deixá-la morrer”, afirmou.
A Alubar já havia apoiado o Projeto Circular nas edições de 2019 e 2020 e, neste ano, retomou a parceria ao abrir novamente a Casa Rosada para visitação pública.
Para o historiador Michel Pinho, a iniciativa representa um importante avanço na valorização da história de Belém. Ele ressalta que abrir um patrimônio histórico para a comunidade fortalece o vínculo entre a população e sua própria identidade cultural, além de estimular o sentimento de cidadania por meio da preservação da memória coletiva.
Visitação desperta interesse do público
A oportunidade de conhecer o interior do casarão chamou a atenção de quem sempre admirou a construção apenas do lado de fora. Foi o caso da dentista Esther Braga, frequentadora da Cidade Velha, que aproveitou a programação para visitar o espaço pela primeira vez.
“Frequento sempre a Cidade Velha e sempre admirei a arquitetura externa da Casa. De repente, eu vi ela toda revitalizada e linda, e agora descobri que poderia conhecê-la internamente. Estou aqui podendo ver esse espaço preservado”, relatou.
A grande procura pela visitação reforçou o interesse da população em conhecer e valorizar espaços que fazem parte da história de Belém.
Investimento na memória e na cultura paraense
Segundo a gerente de Comunicação da Alubar, Mônica Alvarez, preservar o patrimônio histórico faz parte do compromisso da empresa com o desenvolvimento social e cultural do Pará.
Ela explica que a Alubar iniciou suas operações no estado em 1998, onde mantém sua maior unidade industrial e concentra grande parte de seus colaboradores. Para a empresa, investir na recuperação de imóveis históricos representa uma forma de contribuir para a preservação da memória, da identidade cultural e da história paraense, fortalecendo os laços construídos ao longo de sua trajetória no estado.
A Casa Rosada voltará a abrir suas portas para a comunidade no dia 18 de outubro, durante a próxima edição do Projeto Circular Campina Cidade Velha. As inscrições para a visita guiada serão divulgadas no perfil do historiador Michel Pinho no Instagram.





