Terminal privado da mineradora em Barcarena está com parte da estrutura de carregamento indisponível desde setembro de 2025; recuperação deve ser concluída para retomada das operações no início de 2027
Um ano após uma barcaça de terceiros atingir a estrutura portuária privada da Artemyn Brasil, em Barcarena, parte da logística de exportação de caulim da mineradora continua sendo realizada pelo Porto de Vila do Conde. Em média, 50 mil toneladas do minério são movimentadas mensalmente pelo terminal público enquanto a empresa trabalha na recuperação de sua instalação própria.
O acidente ocorreu em setembro de 2025 e danificou parte da infraestrutura utilizada no carregamento dos navios, interrompendo os embarques pelo terminal da companhia. Segundo a Artemyn, os protocolos de segurança foram acionados após a ocorrência e não houve registro de impactos ambientais.
Com a estrutura indisponível, a empresa precisou reorganizar o escoamento da produção destinada ao exterior. Além da carga direcionada ao Porto de Vila do Conde, cerca de 8 mil toneladas por mês passaram a ser embarcadas em contêineres, principalmente para o mercado asiático.
A produção de caulim da companhia abastece clientes na Europa, América do Norte e Ásia.
VILA DO CONDE ABSORVE PARTE DA MOVIMENTAÇÃO
A utilização do Porto de Vila do Conde foi autorizada após articulações envolvendo o Governo Federal e autoridades locais. A medida possibilitou que os embarques continuassem mesmo com a paralisação da estrutura privada atingida.
A operação acrescentou ao porto público de Barcarena uma média de 50 mil toneladas mensais de caulim provenientes da logística da mineradora.
De acordo com Guilherme Barbosa, gerente de Logística da Artemyn na América do Sul, a mudança exigiu uma reorganização da operação. “O engajamento da equipe em Barcarena foi decisivo para manter a regularidade dos embarques”, afirmou.
ESTRUTURA ATINGIDA PASSA POR RECUPERAÇÃO
A Artemyn prevê retomar os embarques pelo terminal privado no início de 2027. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na estrutura da esteira transportadora danificada pela colisão.
A primeira etapa envolve a estabilização da área atingida para permitir a desmontagem da seção comprometida. Paralelamente, é elaborado o projeto executivo para a recuperação definitiva.
Depois dessa fase, a previsão é reconstruir as colunas de suporte e instalar novamente sistemas auxiliares e demais estruturas necessárias à operação.
A estimativa inicial da companhia aponta um período de nove a 12 meses para a recuperação, prazo que ainda depende do andamento das intervenções e das condições encontradas durante os trabalhos.
Até que o terminal privado volte a operar, o Porto de Vila do Conde continuará absorvendo parte do volume de caulim destinado à exportação, mantendo Barcarena como ponto de saída da produção para mercados internacionais.
