Empresa participa de debates estratégicos sobre a transição energética na Amazônia durante evento realizado pela FIEPA em Belém.
A New Fortress Energy (NFE) participou em junho do Amazon Energy 2025 & 2º Evento Pré-COP IBP, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em Belém. Com o selo da Jornada COP+ e organização da Vita Digital Soluções, o encontro teve o apoio do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), do Centro das Indústrias do Pará e da Associação Comercial do Pará. O evento reuniu especialistas, autoridades, empresários e representantes da sociedade civil para discutir os caminhos da transição energética no Pará e na Amazônia. O tema central foi “Integração Energética para o Progresso da Amazônia, com Sustentabilidade e Inclusão Social”, promovendo dois dias de intensas trocas de experiências e aprendizados.
Ao todo, 16 painéis foram realizados, com a participação de 40 representantes de diferentes esferas públicas e privadas do Brasil. Os debates abordaram temas como crescimento setorial, desafios ambientais e sociais, energias renováveis, petróleo e gás, e infraestrutura energética. A New Fortress Energy foi representada por seu diretor comercial, Rodrigo Pinho, que participou do painel 6, intitulado “Perspectivas de crescimento, oportunidades (setoriais e territoriais) e desafios (ambientais e sociais) para projetos de energia na Amazônia”. O executivo reforçou o compromisso da empresa com a oferta de energia acessível, confiável e limpa, com foco nos sistemas isolados da região Norte.
Durante sua participação, Rodrigo Pinho agradeceu o convite, elogiou o trabalho do presidente da FIEPA, Alex Carvalho, e destacou parcerias estratégicas com o diretor-presidente da Companhia Gás do Pará Flexa Ribeiro, Paulo Guardado (Gás do Pará) e o governador do Amapá, Clécio Luís. “Seguimos firmes no nosso propósito de contribuir para a descarbonização da Amazônia e o desenvolvimento econômico da região”, declarou Pinho. Segundo ele, a atuação integrada entre os setores público e privado é essencial para fortalecer a infraestrutura energética e impulsionar investimentos sustentáveis na região.
Entre os destaques da programação estiveram a palestra do superintendente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Rafael de Carvalho Caetano, sobre o futuro da energia no Brasil, e a apresentação do gerente executivo de Exploração da Petrobras, Jonilton Pessoa. O diretor-presidente da Companhia de Gás do Pará, Flexa Ribeiro, fez um panorama histórico e político do desenvolvimento da região Norte. Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (SEDEME), Paulo Bengtson, defendeu mais investimentos para fortalecer o setor. Com todas essas discussões e abordagens, o evento reforçou a importância de preparar a região para protagonizar a COP30 e atrair projetos sustentáveis de impacto global.
Para o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, as discussões do evento trouxeram insumos relevantes que devem se transformar em ações concretas. Ele ressaltou que a federação está comprometida em promover a colaboração entre os estados amazônicos e incentivar o uso de dados técnicos e científicos para qualificar o posicionamento da indústria. “Os painéis trouxeram conhecimentos fundamentais. Precisamos reagir com responsabilidade e estratégia. O Brasil tem uma matriz energética única e condições de liderar a transição energética global”, destacou Carvalho.
O encerramento do evento foi marcado pela apresentação oficial da Carta Belém, documento que reúne propostas e compromissos debatidos ao longo da programação. O documento foi elaborado com contribuições de especialistas, acadêmicos, empresários e gestores públicos, e será encaminhado às lideranças que participarão da COP30. A carta visa influenciar de forma propositiva as discussões internacionais sobre a transição energética, destacando o papel estratégico da Amazônia no cenário global e nacional.
A Carta propõe uma agenda voltada para o avanço de projetos de energias renováveis e minerais críticos, além de defender a exploração responsável de petróleo e gás na Margem Equatorial. O texto aponta ainda gargalos estruturais que precisam ser superados, como a logística portuária, o licenciamento ambiental e a capacitação da mão de obra local. A proposta é equilibrar desenvolvimento econômico com preservação ambiental e inclusão social, posicionando a Amazônia como referência mundial em energia limpa e inovação sustentável.
Fotos: Divulgação/FIEPA







