Unidade inaugurada em Paragominas amplia capacidade de processamento de grãos e fortalece estratégia de agregação de valor à produção estadual
O município de Paragominas passou a contar com um dos mais importantes investimentos recentes do setor agroindustrial paraense. Inaugurada nesta sexta-feira (19), a nova unidade de processamento de soja da Juparanã Comercial Agrícola representa um avanço na industrialização da produção agrícola do estado e reforça a capacidade do Pará de transformar matérias-primas em produtos de maior valor agregado.
Instalada na zona rural do município, a planta industrial tem capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja diariamente. A operação permitirá a produção de farelo e óleo de soja em larga escala, fortalecendo a cadeia produtiva regional e ampliando as oportunidades de negócios ligadas ao agronegócio.
Impacto econômico e geração de oportunidades
Além de aumentar a capacidade de beneficiamento dos grãos produzidos na região, o empreendimento deverá contribuir diretamente para a geração de emprego e renda. A expectativa é que mais de 800 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, sejam movimentados pela nova operação, beneficiando setores como transporte, logística, comércio e serviços.
A inauguração reuniu autoridades estaduais, lideranças empresariais, produtores rurais e representantes de instituições públicas e privadas, que destacaram o papel estratégico da indústria para o desenvolvimento econômico do Pará.
Para a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o investimento simboliza uma mudança importante no perfil produtivo estadual, historicamente voltado à exportação de matérias-primas.
Segundo a entidade, iniciativas como essa fortalecem a competitividade da economia paraense, ampliam a arrecadação dos municípios e criam novas oportunidades de qualificação profissional e geração de riqueza.
Verticalização da produção
Fundada no início dos anos 2000, a Juparanã consolidou sua presença no agronegócio paraense e agora amplia sua atuação com a transformação industrial da soja produzida na região.
Durante a solenidade, representantes da empresa destacaram que o projeto foi planejado para atender uma demanda crescente por processamento local da produção agrícola, reduzindo a dependência da exportação de grãos in natura e ampliando a participação do Pará nos mercados nacional e internacional de derivados da soja.
A nova estrutura também foi concebida para operar futuramente na produção de biocombustíveis, ampliando as possibilidades de diversificação industrial e agregação de valor à cadeia produtiva.
Logística e mercado internacional
Outro aspecto ressaltado durante o evento foi a construção de uma estratégia logística capaz de viabilizar a comercialização e exportação do farelo produzido pela indústria.
A empresa informou que os primeiros embarques já foram realizados, demonstrando a viabilidade econômica da operação e consolidando Paragominas como um importante polo agroindustrial do estado.
Para os dirigentes da companhia, a disponibilidade de matéria-prima, aliada ao potencial logístico da região, cria condições favoráveis para a expansão do setor e para a atração de novos investimentos.
Nova fase do desenvolvimento paraense
Autoridades presentes destacaram que a inauguração representa mais do que a abertura de uma nova indústria. O empreendimento foi apontado como símbolo de uma nova etapa do desenvolvimento econômico paraense, baseada na industrialização da produção local e na ampliação das cadeias de valor dentro do próprio estado.
A governadora Hana Ghassan ressaltou que o crescimento econômico do Pará está diretamente relacionado à capacidade de transformar suas riquezas naturais em produtos industrializados, gerando emprego, renda e oportunidades para a população.
Durante a cerimônia, também foi entregue à empresa o licenciamento ambiental que permitirá avançar nos projetos voltados à produção de biocombustíveis, fortalecendo ainda mais a presença da Juparanã no setor agroindustrial e energético.
Com a entrada em operação da nova unidade, Paragominas reforça sua posição entre os principais polos produtivos do Pará e amplia sua participação no processo de industrialização que vem ganhando espaço na economia estadual.


