Estado concentrou 38% das admissões da região e registrou quase 13 mil contratos formais; setores de Serviços e Comércio puxaram o crescimento
O Pará fechou 2025 na liderança da contratação de jovens aprendizes na região Norte, consolidando-se como o estado que mais abriu portas para a inserção da juventude no mercado formal de trabalho. Foram 12.994 admissões ao longo do ano, número que representa 38% de todas as vagas preenchidas na região.
Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.
No cenário regional, o Norte contabilizou 34.168 admissões de aprendizes em 2025. O Pará aparece na dianteira, à frente de Amazonas (9.777), Rondônia (4.452), Tocantins (2.703), Roraima (1.715), Acre (1.531) e Amapá (996).
Política pública como estratégia
O desempenho é atribuído às políticas de incentivo à qualificação profissional e à ampliação de oportunidades para jovens, entre elas o Programa 1º Ofício, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda.
A proposta busca transformar a aprendizagem profissional em porta de entrada estruturada para o mundo do trabalho, garantindo direitos trabalhistas, formação técnica e acompanhamento institucional.
Para o titular da Seaster, Inocêncio Gasparim, o resultado demonstra que o Estado tem investido de forma estratégica na juventude, fortalecendo a conexão entre educação e empregabilidade.
Impacto direto na vida dos jovens
A política já reflete na rotina de milhares de paraenses. Jovens que ingressam como aprendizes relatam que a experiência vai além da renda: representa aprendizado, autonomia e oportunidade de contribuir com a própria formação e com o orçamento familiar, sem abandonar os estudos.
Segundo análise técnica do Dieese, a concentração das vagas nos setores de Serviços e Comércio acompanha a dinâmica econômica do Estado, indicando que a política de aprendizagem está alinhada aos segmentos que mais geram empregos formais.
Com os números de 2025, o Pará reforça sua posição como referência regional na inclusão produtiva da juventude e amplia o debate sobre políticas públicas voltadas à empregabilidade como instrumento de desenvolvimento social e econômico.


