Investigação integra ação internacional e apura compartilhamento de conteúdo de violência sexual infantojuvenil online
A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (15), o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Barcarena, durante uma operação internacional voltada ao combate de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. A ação faz parte da Operação Atenea, coordenada por organismos internacionais de enfrentamento ao cibercrime.
Segundo a PF, a medida judicial foi autorizada pela Justiça Federal após o avanço das investigações apontar possível envolvimento do suspeito no compartilhamento de conteúdos relacionados à violência sexual infantojuvenil. Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam o aparelho celular do investigado, que passará por perícia técnica para aprofundamento das apurações.
OPERAÇÃO INTERNACIONAL
A Operação Atenea integra uma força-tarefa internacional coordenada pelo Centro Especializado em Cibercrime (AC3), ligado à Comunidade de Polícias da América (Ameripol). As ações ocorreram simultaneamente em diversos países, reforçando a cooperação entre instituições de segurança no combate aos crimes praticados no ambiente virtual.
De acordo com a Polícia Federal, a iniciativa busca identificar e responsabilizar envolvidos em redes de compartilhamento de material relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes, além de fortalecer mecanismos de proteção às vítimas.
ALERTA SOBRE SEGURANÇA DIGITAL
A PF também aproveitou a operação para reforçar orientações voltadas à prevenção de crimes digitais envolvendo menores de idade. O órgão destaca a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis no uso da internet por crianças e adolescentes, principalmente em redes sociais e aplicativos de comunicação.
Entre as recomendações estão o diálogo constante sobre segurança digital, a supervisão das atividades online e o incentivo para que situações suspeitas sejam comunicadas imediatamente aos responsáveis ou às autoridades competentes.
A instituição ressalta ainda que, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia”, organismos internacionais e entidades de proteção têm adotado expressões como “violência sexual” e “abuso sexual contra crianças e adolescentes”, por representarem de forma mais adequada a gravidade desse tipo de crime.
