Nutricionista Anne Alves orienta a população de Barcarena sobre hidratação, escolha e conservação dos alimentos e os sinais de alerta em tempos de temperaturas elevadas.
Com períodos de calor mais intenso, alguns cuidados simples na rotina ganham importância para evitar desidratação e outros problemas de saúde. A atenção deve começar pela quantidade de água ingerida, mas também envolve a escolha dos alimentos, a conservação das refeições e uma atenção especial a crianças, idosos e pessoas que permanecem expostas ao sol.
A nutricionista Anne Alves, do Centro de Diagnósticos de Barcarena, explica que uma das principais recomendações é aumentar a ingestão de água ao longo do dia e optar por refeições mais leves, frescas e de fácil digestão.
Alimentos muito gordurosos, salgados e ultraprocessados devem ter o consumo reduzido. Longos períodos em jejum também não são recomendados.
QUANTA ÁGUA DEVEMOS BEBER?
Como referência geral, a nutricionista indica aproximadamente 35 ml de água por quilo de peso corporal, quantidade que pode precisar ser maior em dias muito quentes.
Uma pessoa de 70 quilos, por exemplo, teria como referência cerca de 2,45 litros ao dia. A necessidade, entretanto, pode variar individualmente.
“Crianças, idosos, gestantes, lactantes e pessoas fisicamente ativas ou expostas ao sol desidratam mais rápido, necessitando de maior demanda hídrica ao longo do dia”, explica Anne.
Para quem trabalha ao ar livre, a orientação é não esperar a sede aparecer. Ter uma garrafa de água sempre por perto, fazer pausas regulares e evitar, quando possível, a exposição direta ao sol entre 10h e 16h estão entre os cuidados recomendados.
FRUTAS REGIONAIS PODEM SER ALIADAS
Na alimentação, frutas com grande quantidade de água são boas opções para os períodos de temperaturas elevadas. Melancia, melão, laranja, coco, manga e abacaxi estão entre as indicadas pela nutricionista.
Verduras, legumes e preparações leves, como saladas e grelhados, também podem fazer parte das refeições. Já frituras, embutidos, salgadinhos, fast food e alimentos com excesso de açúcar ou sal devem ser consumidos com moderação.
Anne chama atenção ainda para uma escolha que pode beneficiar tanto a alimentação quanto a economia local: aproveitar frutas da estação e alimentos produzidos na própria região.
“Adquirir alimentos de pequenos produtores da região fortalece a economia local e garante itens mais frescos”, destaca.
A orientação ganha relevância também diante da possibilidade de oscilações nos preços dos alimentos durante períodos de calor intenso. Planejar as compras e priorizar produtos da safra pode ajudar as famílias a conciliar qualidade e custo.
ATENÇÃO AOS SINAIS DO CORPO
Sede intensa, boca seca, urina escura, cansaço e dor de cabeça podem ser sinais iniciais de desidratação e não devem ser ignorados.
O alerta aumenta diante de sintomas como tontura, fraqueza intensa, confusão mental, redução da quantidade de urina ou desmaios. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento nos serviços de saúde.
A observação precisa ser ainda maior entre crianças e idosos, que estão entre os grupos mais suscetíveis à desidratação.
CALOR TAMBÉM EXIGE CUIDADO COM OS ALIMENTOS
As altas temperaturas não afetam somente o organismo. O calor favorece a proliferação de microrganismos nos alimentos, aumentando o risco de intoxicações alimentares.
Por isso, refeições prontas não devem permanecer por longos períodos fora da refrigeração. Alimentos precisam ser mantidos adequadamente armazenados e cobertos, enquanto frutas e verduras devem passar por higienização correta.
Anne orienta ainda que a população tenha atenção à procedência do que consome e, sempre que possível, faça as refeições logo após o preparo.
Para a higienização adequada de frutas e verduras, a nutricionista informa que o hipoclorito também é disponibilizado pelo SUS por meio da Vigilância Sanitária e Ambiental do município.
PEQUENAS MUDANÇAS, MAIS PROTEÇÃO
Além da alimentação, evitar exposição prolongada ao sol e utilizar protetor solar são medidas que devem integrar a rotina nos dias mais quentes.
Dentro de casa, manter água disponível, estimular crianças e idosos a beberem líquidos ao longo do dia e oferecer frutas diariamente são atitudes simples que ajudam na prevenção.
Para Anne, enfrentar os períodos de calor intenso exige mudanças que podem ser incorporadas ao cotidiano sem grandes dificuldades.
“A hidratação adequada e a escolha correta dos alimentos são essenciais para prevenir problemas de saúde em períodos de calor intenso. Pequenas mudanças na rotina já fazem grande diferença na proteção da saúde da população.”

