Jornal Impresso

Digital

MPPA VAI INVESTIGAR ORIGEM DO GADO EXPORTADO PELO PORTO DE VILA DO CONDE, EM BARCARENA

MPPA VAI INVESTIGAR ORIGEM DO GADO EXPORTADO PELO PORTO DE VILA DO CONDE, EM BARCARENA

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) instaurou um processo administrativo para apurar a procedência ambiental do gado exportado vivo pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena. A iniciativa foi oficializada por meio da Portaria nº 018/2025, assinada pelo promotor de Justiça Márcio Silva Maués de Faria, da 1ª Promotoria de Meio Ambiente, Defesa Comunitária e Cidadania do município.

A medida tem como base o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC da Carne), articulado pelo Ministério Público Federal, que busca impedir a comercialização de carne proveniente de áreas desmatadas de forma ilegal. O MPPA pretende aplicar diretrizes semelhantes para fortalecer o controle ambiental no Pará, um dos maiores produtores de gado do país.

Desde 2008, o Porto de Vila do Conde serve como ponto de saída para exportações de bois vivos. A atividade, no entanto, levanta preocupações diante da ausência de fiscalização adequada, especialmente por parte da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). A portaria também relembra o caso do naufrágio do Navio Haidar, em 2015, que resultou na morte de milhares de animais e evidenciou falhas logísticas e ambientais.

A Semas, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e a Companhia Docas do Pará (CDP) foram notificadas e devem informar, no prazo de 30 dias, as ações já realizadas para verificar a origem ambiental do gado embarcado. Também precisarão apresentar dados sobre embarques anteriores, com a identificação das áreas de origem e de seus respectivos proprietários.

O MPPA encaminhará cópia da portaria à Procuradoria da República no Pará, solicitando manifestação quanto à possibilidade de atuação conjunta na fiscalização da exportação de gado e no enfrentamento ao desmatamento ilegal na Amazônia.

 

Foto: Fala Nana/Transglobal