Empresa alcança resultados expressivos na recuperação de áreas degradadas em Paragominas e reduz emissões de carbono em suas operações no estado
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), a Hydro anunciou avanços importantes em suas metas de recuperação ambiental e redução das emissões de carbono no Pará. A empresa informou que concluiu com 11 anos de antecedência as ações previstas no Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA) em sua operação de mineração em Paragominas, além de ampliar investimentos em tecnologias voltadas à sustentabilidade em suas unidades no estado.
O resultado representa o cumprimento integral dos compromissos assumidos junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), consolidando a recuperação de áreas anteriormente impactadas por atividades humanas.
Recuperação ambiental supera metas previstas
Entre 2023 e 2025, a Hydro realizou uma série de ações voltadas à recomposição florestal de áreas degradadas em Paragominas. As iniciativas incluíram cercamento, sinalização, regeneração natural da vegetação e plantio de espécies nativas para enriquecimento florestal.
Ao todo, cerca de 891 hectares foram recuperados e transformados em áreas de reserva legal. Segundo a empresa, os trabalhos utilizaram diferentes metodologias de restauração ambiental, incluindo o plantio convencional de mudas, a condução da regeneração natural e a dispersão de sementes por drones.
Desde o início das atividades de reabilitação ambiental, em 2009, a Hydro já recuperou mais de 3.759 hectares no município de Paragominas, área equivalente a aproximadamente 5.250 campos de futebol.
Retorno da fauna indica recuperação dos ecossistemas
Os resultados da recuperação ambiental já podem ser observados no retorno gradual da fauna às áreas restauradas. Monitoramentos realizados pela empresa identificaram 449 espécies de animais nas áreas reabilitadas da mina, incluindo 19 espécies ameaçadas de extinção.
Entre elas estão o gavião-real, considerado uma das maiores aves de rapina do mundo, e o caiarara, primata amazônico listado entre os mais ameaçados de extinção do planeta.
O acompanhamento da regeneração da vegetação conta com apoio técnico da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), enquanto ferramentas de monitoramento por satélite, radar e inteligência artificial auxiliam no controle de alterações ambientais e no acompanhamento do uso do solo.
Barcarena se destaca na estratégia de descarbonização
Em Barcarena, onde está localizada a refinaria de alumina Alunorte, a Hydro também registra avanços significativos na redução das emissões de gases de efeito estufa.
A empresa informou que deixou de emitir cerca de 1,4 milhão de toneladas de carbono após a implementação de projetos que substituíram integralmente o óleo combustível por gás natural e introduziram três caldeiras elétricas abastecidas com energia proveniente de fontes renováveis.
Com essas medidas, a Alunorte passou a integrar o grupo das refinarias de alumina com menor pegada de carbono do mundo. Atualmente, a unidade opera com índice de emissões significativamente inferior à média global do setor.
Caroço de açaí pode substituir carvão
Outro projeto em desenvolvimento pela empresa aposta em uma solução genuinamente amazônica para reduzir ainda mais as emissões industriais. A Hydro estuda a substituição gradual do carvão mineral por biomassa produzida a partir do caroço de açaí.
A expectativa é utilizar até 130 mil toneladas do material por ano até o final de 2026. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e busca dar destinação sustentável a um dos principais resíduos gerados pela cadeia produtiva do açaí no estado.
Meta é neutralizar emissões até 2050
A Hydro informou ainda que já reduziu em 18,7% suas emissões globais de carbono em comparação aos níveis registrados em 2018. A meta da companhia é alcançar uma redução de 30% até 2030 e atingir a neutralidade climática até 2050 ou antes.
Além dos investimentos em descarbonização, a empresa mantém iniciativas voltadas à pesquisa científica por meio do Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega, que reúne instituições como a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade de Oslo.
Para a Hydro, os avanços reforçam o compromisso de conciliar a produção mineral com a preservação ambiental na Amazônia, promovendo a recuperação de áreas mineradas, a proteção da biodiversidade e a redução dos impactos climáticos de suas operações.
