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ALUNORTE É ELEITA MELHOR EMPRESA DO SETOR DE METALURGIA E SIDERURGIA EM RANKING DA VEJA

ALUNORTE É ELEITA MELHOR EMPRESA DO SETOR DE METALURGIA E SIDERURGIA EM RANKING DA VEJA

Refinaria instalada em Barcarena recebeu reconhecimento nacional com base em indicadores econômico-financeiros entre 2022 e 2025; empresa também destaca investimentos em descarbonização e economia circular

A Alunorte, instalada em Barcarena, foi reconhecida como a melhor empresa do Brasil na categoria Metalurgia e Siderurgia na premiação TOP 30 – As Melhores Empresas do Brasil 2026, promovida pela VEJA e VEJA NEGÓCIOS em parceria com a agência de classificação de risco Austin Rating.

Considerada a maior refinaria de alumina do mundo em uma única planta industrial, a companhia recebeu o reconhecimento a partir da análise de seu desempenho econômico-financeiro no período de 2022 a 2025.

A metodologia utilizada pela Austin Rating atribuiu 70% da avaliação a indicadores relacionados ao porte das empresas, como receita líquida, ativo total e patrimônio líquido. Os outros 30% consideraram critérios de desempenho e saúde financeira, entre eles lucro líquido, retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), margem líquida e nível de endividamento.

Para o CEO da Alunorte, Phillip McIntosh, o resultado reflete o desempenho operacional e financeiro da refinaria e a estratégia adotada pela companhia nos últimos anos.

“Estar entre as empresas de maior destaque do país reflete o compromisso diário do nosso time com a excelência operacional, a disciplina financeira e o desenvolvimento sustentável. Este reconhecimento celebra a trajetória da Alunorte e reafirma nossa relevância estratégica como maior refinaria de alumina do mundo em única planta industrial, operando com segurança, controles e responsabilidade como referência na cadeia global do alumínio, ao mesmo tempo em que contribuímos com o desenvolvimento econômico do território”, afirmou.

INVESTIMENTOS E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O reconhecimento ocorre em um período de investimentos da companhia em tecnologia, eficiência operacional e redução de emissões. Somente em 2025, segundo a Alunorte, foram investidos R$ 907 milhões.

Entre os projetos está a substituição do óleo combustível pelo gás natural na matriz energética da refinaria, além da implantação de novas caldeiras elétricas abastecidas por fontes renováveis.

Em 2025, a empresa registrou redução de 10% nas emissões de gases de efeito estufa dos Escopos 1 e 2. Atualmente, de acordo com a companhia, 87% da energia elétrica consumida pela operação tem origem em fontes renováveis.

CAROÇO DE AÇAÍ GANHA ESPAÇO COMO FONTE DE ENERGIA

Outra iniciativa desenvolvida pela refinaria envolve a utilização do caroço de açaí como biomassa para substituir gradualmente o carvão mineral utilizado nas caldeiras.

O projeto surgiu a partir de pesquisas realizadas por meio de um convênio de cooperação técnica e científica com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A parceria foi renovada até 2029 e, desde 2020, acumula R$ 15 milhões em investimentos, distribuídos em 17 projetos que envolveram 180 pesquisadores.

O aproveitamento do caroço de açaí também busca transformar um resíduo abundante na região em fonte energética para a indústria, associando a iniciativa à bioeconomia e à economia circular.

Em 2025, a Alunorte consumiu 125 mil toneladas de caroço de açaí, volume superior a dez vezes o registrado em 2023. Uma caldeira convertida para esse tipo de biomassa pode demandar até 280 mil toneladas por ano e, segundo estimativas da empresa, evitar aproximadamente 400 mil toneladas de emissões de CO₂ anualmente.

Como a refinaria possui três caldeiras a carvão, a companhia calcula um potencial de redução de até 1,2 milhão de toneladas de CO₂ por ano caso a substituição alcance as três unidades. Estudos também estão em andamento para o desenvolvimento de equipamentos capazes de operar integralmente com biomassa.

RESÍDUO DA BAUXITA PODE VIRAR FERRO DE BAIXO CARBONO

Em outra frente de economia circular, a Alunorte desenvolve, em parceria com a Wave Aluminium, uma planta semi-industrial em Barcarena voltada à produção de ferro metálico de baixo carbono a partir do resíduo de bauxita.

O projeto encontra-se em fase de operação demonstrativa e prevê capacidade inicial para processar aproximadamente 50 mil toneladas de resíduos por ano.

Desde 2017, a refinaria utiliza em larga escala a tecnologia de filtros prensa para o tratamento dos resíduos de bauxita. A implantação recebeu investimento superior a R$ 1 bilhão e conta com nove filtros que produzem um material seco com aproximadamente 78% de teor de sólidos.

As características desse material permitiram ampliar os estudos sobre novas formas de aproveitamento do resíduo. A Alunorte mantém pesquisas em parceria com universidades, instituições técnicas e empresas de inovação na busca por aplicações economicamente viáveis e que possam reduzir, no futuro, a necessidade de áreas destinadas à disposição desses resíduos.

 

Foto: Alexandre Battibugli