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CRISE NO ORIENTE MÉDIO PODE AFETAR EXPORTAÇÕES EM BARCARENA E ACENDER ALERTA NO SETOR INDUSTRIAL
Alta do petróleo e risco nas rotas marítimas internacionais pressionam custos e podem impactar diretamente operações portuárias e industriais no município A escalada das tensões no Oriente Médio começa a gerar reflexos na…

Alta do petróleo e risco nas rotas marítimas internacionais pressionam custos e podem impactar diretamente operações portuárias e industriais no município
A escalada das tensões no Oriente Médio começa a gerar reflexos na economia global e já acende um sinal de atenção para municípios exportadores como Barcarena, um dos principais polos industriais e logísticos do Pará.
O ponto central da preocupação está nas rotas estratégicas de transporte marítimo, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mundo. Qualquer instabilidade na região tende a elevar o preço do combustível e, consequentemente, os custos do frete internacional.
Para um município como Barcarena, que concentra grandes operações portuárias e indústrias voltadas à exportação de minério e produtos agropecuários, o aumento das despesas logísticas pode reduzir margens de lucro e pressionar a competitividade.
De acordo com análise do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, Clóvis Carneiro, o encarecimento do petróleo pode provocar instabilidade nos mercados financeiros e afetar diretamente os custos de transporte, seguros e encargos das exportações. Setores que dependem de transporte marítimo de longa distância tendem a sentir os efeitos com mais intensidade.
Oriente Médio é mercado relevante para o Pará
Levantamento do Centro Internacional de Negócios da FIEPA aponta que o Oriente Médio continua sendo um destino estratégico para produtos paraenses. Em 2025, as exportações de minério de ferro para a região somaram cerca de US$ 277 milhões, com destaque para Omã.
No setor de carne bovina, as vendas alcançaram aproximadamente US$ 389 milhões, atendendo mercados como Iraque, Líbano, Israel e Arábia Saudita.
Embora não sejam os principais parceiros comerciais do estado, esses países compõem uma frente importante de diversificação das exportações que passam, em grande parte, por estruturas portuárias instaladas em Barcarena.



