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EMPRESA CANADENSE PROJETA INVESTIMENTO DE 181 MILHÕES DE DÓLARES EM BARCARENA

EMPRESA CANADENSE PROJETA INVESTIMENTO DE 181 MILHÕES DE DÓLARES EM BARCARENA

Aporte previsto pela Bravo Mining é destinado à implantação de unidade metalúrgica no município e integra projeto bilionário que conecta Barcarena à produção mineral de Carajás

Barcarena está no planejamento de um novo investimento industrial de grande porte no Pará. A canadense Bravo Mining prevê destinar 181,3 milhões de dólares à implantação de uma unidade metalúrgica no município, dentro do projeto Luanga, empreendimento que pretende integrar a produção mineral de Carajás ao processamento de metais em território paraense.

O valor destinado a Barcarena corresponde exclusivamente à implantação inicial da metalúrgica. O empreendimento completo da companhia no Pará, incluindo a mina e a planta de beneficiamento em Curionópolis, tem investimento inicial estimado em 784,9 milhões de dólares. Desse total, 603,6 milhões de dólares estão previstos para as estruturas próximas à mina e 181,3 milhões de dólares para a unidade de Barcarena.

BARCARENA GANHA ESPAÇO NA CADEIA MINERAL

A futura unidade deverá ser instalada na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena e receberá o concentrado produzido a aproximadamente 600 quilômetros de distância, na região de Carajás.

A proposta é realizar no Pará uma etapa adicional do processamento mineral, com produção de ligas contendo níquel e metais de alto valor, como paládio, platina e ródio. A subsidiária Bravo Metals já recebeu autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação para estabelecer seu projeto industrial na ZPE de Barcarena.

A localização coloca o município em posição estratégica no planejamento da companhia. Além da infraestrutura industrial existente, Barcarena reúne acesso ao complexo portuário de Vila do Conde e conexão com cadeias dos setores mineral, químico, logístico e de fertilizantes.

INVESTIMENTO FAZ PARTE DE PROJETO DE GRANDE ESCALA

O projeto Luanga prevê uma operação integrada com vida útil inicial estimada em 9,6 anos. A reserva considerada no estudo chega a 86,7 milhões de toneladas de minério, com produção de níquel, paládio, platina, ródio e ouro. A capacidade média de processamento é projetada em 8,67 milhões de toneladas por ano, podendo ultrapassar 10 milhões de toneladas em determinados períodos.

Ao longo da operação, o estudo de pré-viabilidade estima receita bruta acumulada de aproximadamente 9,3 bilhões de dólares. O valor é uma projeção econômica e pode variar de acordo com preços internacionais dos metais, custos, condições de mercado e o desenvolvimento do empreendimento.

PERSPECTIVA DE EXPANSÃO INDUSTRIAL

Para Barcarena, o projeto acrescenta a perspectiva de uma nova atividade industrial associada ao beneficiamento de minerais estratégicos. A proposta da companhia é que parte do valor agregado à produção permaneça no Pará, em vez de limitar a operação à extração e ao envio de concentrado mineral para processamento fora do estado.

A metalúrgica também deverá gerar ácido sulfúrico como subproduto. O estudo estima aproximadamente 878 mil toneladas ao longo da vida útil do projeto, com possibilidade de comercialização para indústrias da região, onde já existe demanda relacionada, entre outros segmentos, à produção de fertilizantes.

Apesar dos valores apresentados, o empreendimento ainda está em fase de desenvolvimento. O estudo divulgado é de pré-viabilidade e a companhia ainda precisa avançar em etapas como engenharia definitiva, licenciamento, estruturação financeira e decisão final de investimento antes do início da implantação.

Se o projeto avançar conforme o planejamento, os 181,3 milhões de dólares previstos para Barcarena poderão ampliar a presença do município na cadeia mineral paraense, não apenas como corredor logístico e portuário, mas também como local de transformação industrial de minerais produzidos em Carajás.