Saúde
MAIS DE 95 ESTUDANTES DE MEDICINA PASSAM A ATUAR NA REDE PÚBLICA DE TRÊS MUNICÍPIOS DO PARÁ
Acadêmicos em fase de internato reforçam atividades em hospitais, UPAs, unidades básicas e outros serviços de saúde de Abaetetuba, Barcarena e Bragança, sempre sob supervisão médica.

Acadêmicos em fase de internato reforçam atividades em hospitais, UPAs, unidades básicas e outros serviços de saúde de Abaetetuba, Barcarena e Bragança, sempre sob supervisão médica.
A rede pública de saúde de Abaetetuba, Barcarena e Bragança passa a receber, neste semestre, mais de 95 estudantes de Medicina em uma etapa que aproxima a formação acadêmica da rotina de atendimento à população. Os alunos da Afya iniciaram o internato médico e serão inseridos em diferentes serviços, acompanhados por médicos preceptores e docentes.
Em Abaetetuba e Barcarena, 48 estudantes vinculados à Afya Abaetetuba começaram as atividades práticas. Já em Bragança, outros 50 acadêmicos passam por serviços que incluem Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria.
O internato corresponde à fase final da graduação em Medicina e concentra parte importante da formação prática. Nesse período, os acadêmicos acompanham atendimentos, visitas hospitalares, procedimentos, discussões de casos clínicos e ações de promoção da saúde, mantendo contato direto com diferentes demandas encontradas no sistema público.
Integração com a rede de saúde
Além da formação dos estudantes, a inserção dos internos amplia a presença de acadêmicos nas equipes que atuam nos municípios. Eles participam da rotina dos serviços e auxiliam as equipes multiprofissionais, mas não substituem os profissionais responsáveis pelo atendimento e permanecem sob supervisão médica.
Segundo a coordenadora do Internato da Afya Abaetetuba, Izabela Fuentes, a integração permite conciliar o processo de aprendizagem com as necessidades encontradas nos serviços públicos.
“A parceria entre a instituição de ensino e os serviços de saúde fortalece tanto a formação dos futuros médicos quanto a assistência prestada à população. Os estudantes atuam sempre supervisionados por médicos preceptores e docentes, contribuindo para o cuidado aos pacientes, participando das discussões clínicas e apoiando as equipes multiprofissionais”, explica.
Para George Marques, coordenador do curso de Medicina em Bragança, o período representa uma mudança importante na trajetória acadêmica, ao aproximar os estudantes das decisões e situações encontradas diariamente na profissão.
“Na minha avaliação, o internato é a fase mais importante da formação médica, pois é o momento em que o estudante deixa de apenas aprender sobre medicina e passa a vivenciá-la na prática”, afirma. Segundo ele, a experiência busca desenvolver raciocínio clínico, capacidade de decisão e uma atuação ética e humanizada.



