Estrutura em Palmeirante integra a Ferrovia Norte–Sul, reforça o corredor até o Porto do Itaqui e promete mais eficiência e previsibilidade para o agronegócio e os consumidores da região
A Ultracargo colocou em operação, neste mês, um terminal em Palmeirante (TO) com investimento de R$ 160 milhões. A unidade integra o corredor logístico que liga o interior do país ao Porto do Itaqui (MA) e amplia o escoamento de combustíveis e biocombustíveis para Maranhão, Tocantins, Pará e Mato Grosso. Para o Pará, a nova rota tende a facilitar a chegada de diesel e derivados que abastecem o setor agrícola, a indústria e o varejo.
O terminal conta com desvio ferroviário de 1,6 km conectado à malha da VLI e à Ferrovia Norte–Sul, o que reduz a dependência de rotas rodoviárias sujeitas a interrupções climáticas e problemas de tráfego. A operação por trilhos eleva a estabilidade logística, diminui emissões por tonelada transportada e traz mais previsibilidade para a cadeia de suprimentos, fator decisivo no período de safra.
Segundo a companhia, a infraestrutura cria alternativa mais competitiva para clientes atuais e futuros, com acesso direto ao modal ferroviário, custos operacionais menores e prazos mais claros. A avaliação interna é que o terminal fortalece o agronegócio ao assegurar fornecimento local e contínuo de combustíveis essenciais às atividades no campo, além de favorecer o escoamento de insumos e produtos por uma cadeia mais eficiente.
A empresa classifica a estreia em Palmeirante como um marco da estratégia de conectar polos produtivos por meio de ativos logísticos com foco em eficiência, segurança, integração e sustentabilidade. A ligação ao Itaqui permite tanto a interiorização de combustíveis importados quanto o envio de biocombustíveis produzidos no interior para o mercado externo, o que tende a elevar a competitividade regional e a atrair investimentos.
Estrutura e segurança
O terminal dispõe de 23 mil m³ de capacidade distribuídos em 13 tanques. São 12 dedicados a combustíveis e biocombustíveis e um para o sistema de combate a incêndio. A área operacional inclui 1,6 km de linhas férreas internas. A Central de Transferência de Produtos opera sem mangotes, solução que reduz risco de vazamentos e exposição de operadores. O conjunto de segurança incorpora diques de contenção e acionamento automático de espuma em caso de incêndio. Na obra, a empresa adotou práticas como reaproveitamento de água em testes e destinação adequada de resíduos.
Com a entrada de Palmeirante, a Ultracargo soma operações em Rondonópolis (MT) e Paulínia (SP), além dos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Aratu (BA), Suape (PE), Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA). A capacidade total de armazenagem da companhia ultrapassa 1 milhão de m³.
Fotos: Divulgação





