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PARÁ LIDERA MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA NA REGIÃO NORTE COM DESTAQUE PARA VILA DO CONDE

PARÁ LIDERA MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA NA REGIÃO NORTE COM DESTAQUE PARA VILA DO CONDE

Estado soma mais de 3 milhões de toneladas transportadas em maio e reforça posição estratégica na logística nacional

O Pará liderou a movimentação portuária da Região Norte em maio de 2025, com mais de 3 milhões de toneladas transportadas. O total representa a maior parte das 3,74 milhões de toneladas registradas na região, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O principal destaque foi o Porto de Vila do Conde, que respondeu por 1,8 milhão de toneladas, quase metade da carga movimentada no Norte.

O crescimento se concentrou, principalmente, no transporte de granéis sólidos, que somaram 3,2 milhões de toneladas. A soja liderou a expansão, passando de 817 mil para 1,6 milhão de toneladas em relação ao mesmo mês de 2024. Também registraram alta os fertilizantes, que subiram de 383 mil para 486 mil toneladas, e a bauxita, com aumento de 299 mil para 348 mil toneladas.

“Esse volume reafirma o enorme potencial logístico da Região Norte para o Brasil”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ele destacou que o governo federal tem intensificado os investimentos públicos e ampliado as parcerias com o setor privado para fortalecer modais estratégicos, impulsionar a geração de empregos e dinamizar a economia local, contribuindo para reduzir os custos logísticos no país.

O porto de Santarém ficou na segunda colocação, com 1,2 milhão de toneladas movimentadas. Em seguida, aparecem Santana (AP), com 364 mil toneladas, Porto Velho (RO), com 207 mil, e Belém (PA), com 120 mil toneladas.

Para ampliar a capacidade logística e modernizar a infraestrutura, o Ministério de Portos e Aeroportos prevê uma nova rodada de leilões ainda neste semestre. A expectativa é atrair R$ 1,03 bilhão em investimentos privados. Entre os destaques da rodada está o terminal VCD29, em Vila do Conde, apontado como um dos mais estratégicos para o escoamento da produção na Amazônia.

 

Foto: Fala Nana/Transglobal