Educação
UFPA PATENTEIA MOTOR ELÉTRICO PARA RABETAS TESTADO EM BARCARENA
Experimentos realizados na Ilha das Onças demonstram o potencial de uma tecnologia movida a bateria para diminuir despesas com combustível e oferecer uma alternativa sustentável à navegação nos rios amazônicos.

Experimentos realizados na Ilha das Onças demonstram o potencial de uma tecnologia movida a bateria para diminuir despesas com combustível e oferecer uma alternativa sustentável à navegação nos rios amazônicos.
Para milhares de famílias que vivem às margens dos rios amazônicos, as pequenas embarcações são indispensáveis no cotidiano. Seja para trabalhar, pescar, estudar ou transportar mercadorias, o deslocamento pela água faz parte da rotina dessas comunidades. Agora, uma tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com testes realizados na Ilha das Onças, em Barcarena, apresenta uma alternativa que poderá tornar essas viagens menos dependentes da gasolina.
A inovação, que recebeu patente, substitui o sistema convencional de combustão por um motor elétrico alimentado por bateria. O projeto foi desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas (Gedae), da UFPA, com foco nas características das embarcações tradicionalmente utilizadas na região.
A escolha da Ilha das Onças para os experimentos permitiu avaliar o funcionamento do protótipo em condições reais de navegação. Instalado em barcos de madeira e alumínio de moradores da comunidade, o equipamento registrou velocidade média de 10,6 km/h e chegou a atingir 14,1 km/h.
SOLUÇÃO PENSADA PARA OS RIOS DA REGIÃO
Diferentemente dos motores tradicionais, o novo sistema utiliza componentes mecânicos que transferem a força do motor elétrico até a hélice. A estrutura foi projetada para equilibrar o desempenho da embarcação e preservar o equipamento durante o funcionamento.
Uma das preocupações dos pesquisadores foi adaptar a tecnologia às particularidades dos rios amazônicos, onde troncos, galhos e vegetação submersa podem representar obstáculos à navegação.
De acordo com o professor Wilson Negrão Macêdo, do Gedae, a combinação de correia, polias e caixa de redução contribui para evitar esforços excessivos sobre o motor. O mecanismo também pode amenizar os impactos provocados pelo contato da hélice com obstáculos, além de reduzir vibrações e ruídos.
MENOS GASTOS COM COMBUSTÍVEL
O potencial econômico é um dos principais atrativos da pesquisa. Em comunidades que dependem diariamente das embarcações, os gastos com gasolina e manutenção representam uma despesa recorrente.



